BRID: 34 – O Santo e o Mistério de Lisboa de Leslie Charteris
De tão profunda, chega a ser um lugar-comum a observação filosófica de que o passado de um homem só é, realmente, passado quando ele está morto e enterrado, e de que qualquer conflito ou qualquer incidente da sua vida, embora ele o tenha há muito classificado de história antiga, e para todos os efeitos, esquecido, pode muito bem estar apenas a aguardar, com a infinita paciência de uma bomba relógio, o momento oportuno de reentrar violentamente no ameno dobrar dos seus dias.